segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Férias a Valer

Olá cridos, bem sei que não tenho aqui vindo a algum tempo mas as razões são muito fortes. Desde ficar sem computador(avariou e já tá arranjado), mudar de gabinete, fazer mais apresentações e dar estágio a um grupo de chavalos, até finalmente tirar uns diazitos de férias... que até merecia. Ir para a praia com este calor , mesmo que seja a de Matosinhos, é um sonho para qualquer trabalhador, agora as aventuras têm sido mais que muitas.

Tenho ido com o Carlos todos os dias que posso e até tava a correr bem, nem vou falar (vou, vou) que encontrei um búzio giríssimo para pôr no meu quarto , quando o encontrei disse , feita burra, ao meu crido Carlos que ,segundo a minha avó, ouvia-se o Oceano Atlântico assim que o colocasse-mos no ouvido, tipo telemóvel, foi gargalhada total e ainda me veio com a história que isso se dizia nos anos 80 para enganar a canalhada... até fiquei ... sei lá...fula, mas o meu espanto foi ver o Carlos ,quando já nos íamos embora, muito entretido com o búzio... enfim.

Claro que as ideias do crido não ficaram por aqui, lembrou-se também de convidar os meus avós para irem connosco alguns dias, até fiquei contente, não fosse eles já desde o 25 de Abril não terem posto os pés na areia. Confesso que até julguei que iam dizer que não, mas não... disseram mesmo que sim. Logo no primeiro dia o avô apanhou um escaldão daqueles...
Teve que ficar sem ver o mar alguns dias. Quando já estava melhor lembrou-se de se entreter na areia á procura de cenas(lixo) que pudessem ser úteis, lembrei-lhe só que a praia de Matosinhos havia de ter muito entretenimento desse.
O Carlos que acha piada a tudo o que o avô e a avó fazem também teve a sua marca na numa dessas idas, estava a tentar brincar com uns miúdos que estavam ao pé de nós e acabou enterrado na areia. Se alguém tiver umas férias que possa ir sozinho, não hesite, a paz ás vezes faz falta

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A festa

Hoje foi um dia diferente, o chefe quis comemorar o aniversário da empresa e alugou um espaço num restaurante muito bonito, saímos mais cedo , para nos pormos mais bonitos e de preferência a cheirar melhor. Passamos o dia a trabalhar muito bem, não se ouvia quase nada a não ser o barulho de algumas vuvuzelas que teimam em não nos largar. A festa começava mais ou menos ás 18h , para termos tempo de tomar uns copitos antes da jantareca, mas os copitos transformaram-se em cópões para alguns dos cridos. Já não se fazem festas como antigamente, os cridos agarraram-se aos copos para perder a vergonha e ganhar coragem para se meterem uns com os outros...
Uma crida que raramente me dirige a palavra, veio pedir-me opinião sobre como se havia de atirar a um crido que ainda lhe fala menos, a crida tava com uma móca daquelas... fiquei sem saber o que lhe aconselhar, mas também ela parecia já ter planos marcados.
Um crido que em vez de beber uns copitos mais chiques , andava a pedir ao empregado "girafas", depois como me viu ali sozinha fez questão de me mostrar as tatuagens xungas (tipo, amor de mãe, angola morria por ti), tinha realmente muitas e era capaz de meter o Raul  Meireles num bolso.
E outros cridos andavam a ver quem conseguiam engatar primeiro e depois faziam pouco delas, como se eles fossem assim uma grande coisa. Isto de festas regadas a álcool anda a perder a piada, será assim em todas? Acho que eu é que tenho pouca sorte... O jantar não demorou assim muito porque o pessoal começou todo ou quase todo a dispersar, já cheguei a casa e continuo com fome

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O café milagroso

E sendo hoje uma segunda feira, esperava-se um dia aborrecido, mas aqui no escritório até foi bem agitado. Logo pela manhã os computadores não ligavam, e nem mesmo o nosso super engenheiro conseguia desmantelar tal mistério, o chefe que não perde tempo, chamou o crido da manutenção, que ultimamente  tem sido pau pa toda a colher... E tava tudo a correr bem até abrirem a porta de um dos cridos , que por sinal tinha tido um fim de semana fantástico e resolveu passar pelas brasas no seu gabinete, o crido da manutenção foi logo avisar o chefe com ar de escova, mas quem teve que ir buscar a bomba de acordar foi mesmo ele.
Era ver o crido a tomar café atrás de café, e a trabalhar pái por dois....
O chefe ainda pediu para o chamarem para ver a cara dele, cheguei a pensar que era pa bem do crido mas afinal descobrimos que o chefe quis foi mesmo ver o crido eléctrico , nunca tinha visto olhos tão arregalados na minha vida e falava , falava ....

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O tótó apaixonado

O amor ás vezes faz-nos mesmo fazer figurinhas de tótós, anda um crido aqui no escritório á que tempos para se declarar a uma crida que trabalha a menos de 3 metros dele, confessou-me que sempre que tenta convence-la a sair , a crida (antes que ele acabe a frase) passa-lhe assim a mão pelo queixo e diz-lhe que tá muito cansada, e ainda lhe pede ajuda para acabar os relatórios.... Se estava até com um pouco de compaixão pelo crido, deixei mesmo de estar depois do que vi á pouco.... A crida com uma cara de quem passou o feriado na folia, chama o tótó apaixonado e volta a empilhá-lo de trabalho, e ele que mais parecia feliz só de a ouvir chamar não tem mais nada....
Toca a levar as pilhas de relatórios e a fazê-los á velocidade da luz... É caso para declarar este crido como um caso perdido, bem sei que a cinturinha de vespa da crida até a mim me faz inveja, mas mesmo assim

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A energia do crido Carlos

Hoje fui a um casamento em Aveiro, uma prima do meu crido Carlos convidou-nos a semana passada e até confesso que achei um pouco estranho, embora não vá a muitos casamentos tenho a impressão que os convites chegam assim um bom par de meses antes.... Devo ter sido uma segunda ou quiçá terceira escolha... mas como o Carlos não ficou muito incomodado com isso... lá fui.
Achei estranho o traje do noivo, acho que a profissão dele tem qualquer coisa a ver com floresta ou exército mas sinceramente não percebi muito bem, só sei que era esquisito e a noiva não me pareceu muito contente quando o viu.

Eu gostei foi das sobremesas pois tavam uma delicia e até me apetecia repetir, não fosse a energia do Carlos estragar-me a vida... cismou porque cismou que tinha-mos que dançar sempre que se ouvia música , e claro tanta dança haveria de dar pró torto, de repente os meus pobres pés pareciam o chapéu de um velho. E quando eu pensei que não ia haver mais surpresas eis que o meu crido me convida pra irmos ao cinema... bem eu até pensei que ele tava a brincar, e depois de ver aqueles olhos verdes lindos a olhar pra mim não tive coragem de dizer que tinha sido um dia péssimo e lá fui...
Acho que o Carlos tomou café a mais durante o dia porque a energia dele durante o filme continuou, ele gemia, ele gritava, ele encolhia-se... enfim isto foi uma prova daquelas e ainda por cima amanhã não faço ponte

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O chefe cusca

E mais uma vez o meu segredo ia sendo descoberto. Hoje de manhã quando cheguei ao escritório vi o chefe no meu gabinete e nem queria acreditar.... Como deixo sempre a pass do meu blog em aberto, fiquei com a ligeira sensação que o crido leu alguma coisa, e desta vez passei mesmo o dia com o rabo a suar... até ao momento em que ele sorriu para mim.... ufa que alívio.... mas depois pensei.... o sorriso era de quê? de ter visto ou de não ter visto... acho que vou ficar na dúvida para sempre

terça-feira, 8 de junho de 2010

A limpeza

E logo de manhã assim que a gerente descobriu que a crida da limpeza não veio trabalhar e nem sequer avisou, foi logo a correr dar a novidade ao chefe, o nosso escritório não estava nada por ali além de sujo uma vez que a crida senhora vem todos os dias.... mas a directora não achou graça nenhuma não haver uma crida escrava para lhe ligar o autoclismo sempre que se esquece, assim decidiu mesmo fazer uma birra á frente do chefe para lhe arranjar alguém pró lugar menos cobiçado.


E como tinha que calhar a alguém... e a corda rebenta sempre do lado mais fraco, calhou ao crido da manutenção que nem sequer pestanejou porque o contrato dele tá mesmo a terminar,disse ele.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A readmissão do crido arisco



E como afinal o que o crido colega tinha no PC eram só umas fotositas da professa de mirandela na playboy, o chefe resolveu perdoar e voltou a contratar o crido. Claro que não foi de ânimo leve, isto aqui no escritório teve realmente movimento...




A meio da manhã vemos o crido entrar com a cabeça no chão e sem olhar pa ninguém foi directo ao escritório do chefe com uma carta, de despedimento, na mão e com um bom dia seco para todos com quem se cruzava.



Do escritório só se ouvia o chefe armado em moralista, que o local de trabalho deve ser respeitado, e mais isto e mais aquilo, quando ficamos a saber pelos cridos mais antigos que o chefe afinal também era normal e gostava de umas brincadeiritas no computador e na casa de banho com a dita playboy, Gostaria de saber se havia alguém que nunca tinha aberto uma revistita dessas? Quanto ao crido colega, depois de voltar a ser admitido já vinha mais "espaçoso" e confessou-nos com voz de macho ofendido que se iria de vingar do super engenheiro

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O super engenheiro e o crido azarento

Hoje de manhã quando cheguei ao escritório levei um choque.... Vi um crido colega num canto que parecia um bicho assustado, nunca tinha visto um homem, com excepção do tio Zé, tão assustado e a tremer por todos os lados... 

Bem o que se passou foi que o engenheiro daqui do escritório fez uma "vistoria ao computador do crido e não gostou do que encontrou...
Conclusão, a coisa ficou tão feia que a gerente além de o despedir ainda lhe "soltou os cães" á nossa frente.... O ambiente foi de cortar á faca até ao fim do dia

A má disposição do tio Zé

E o dia começa assim... De manhã fui com o meu crido Carlos buscar o meu austim metro, que tinha ficado na oficina até hoje de manhã , e demorou de caraças a ficar pronto porque o mecânico apanhou a gripe A, mas o meu susto foi maior quando vi o carro.... já nem parecia aquele chaveco normal... parecia aqueles tunings pavorosos com panelas no tubo de escape que antigamente achávamos um espectáculo!!! Se eu imaginasse isto, tinha deitado o carro ao rio e dizia ao crido que foi um acidente.... a razão porque digo isto é que se alguém vir um carro mesmo á zé povinho nas ruas do Porto, saiba que é contra a minha vontade, ou melhor , ou vou a dar um show piroso ou tenho que andar de  autocarro....
Depois deste dia atribulado , ainda chego a casa e vejo o tio Zé de trombas á séria, queria porque queria trazer um sumo do continente e a avó( que por acaso em vez de estar a recuperar em casa foi ás compras) não deixou...pior... retirou do carrinho de compras, o tio Zé fartou-se de resmungar e disse que nunca tinha sido tão humilhado na vida.... enfim